segunda-feira, 3 de março de 2014

Após ameaça russa, Ucrânia fecha espaço aéreo e convoca reservistas

Soldados russos consolidam presença na Crimeia. Comunidade internacional condena escalada militar.

A semana começa com a ameaça de um confronto armado. A Ucrânia fechou o espaço aéreo, convocou reservistas e deixou as tropas em alerta. Já na Rússia, o Senado aprovou o uso da força.

Os países do G-7, o grupo que reúne as potências mais industrializadas, condenaram a violação da soberania e da integridade territorial na Ucrânia.

Os soldados russos consolidaram nas últimas horas a presença na Crimeia. As tropas continuam a chegar pelas estradas e já dominam os principais pontos estratégicos da região. Até agora não se registrou nenhum conflito armado.

Os dois lados parecem dispostos a não agravar ainda mais a crise. O governo provisório da Ucrânia convocou todos os reservistas com menos de 40 anos e disse que considera a ação russa como uma declaração de guerra.

Mas existe um grande desequilíbrio de força entre os dois países. O Exército russo é 20 vezes maior do que o da Ucrânia.

Na Crimeia, onde a grande maioria da população é de origem russa, houve demonstrações de apoio à presença das tropas. E em mais um sinal da divisão interna, o chefe da Marinha da Ucrânia desertou e aderiu às tropas pró-Rússia.

Enquanto isso, na capital Kiev, os manifestantes voltaram às ruas para protestar contra a intervenção russa. O presidente Vladimir Putin voltou a afirmar que a ação é para proteger as instalações militares do país na região e também os cidadãos de origem russa, que, segundo ele, estão sob ameaça.

Nesta segunda-feira (3), continua a mobilização mundial por causa da crise na Ucrânia. Os chanceleres da União Europeia vão se reunir em Bruxelas. E em uma conversa com a primeira-ministra alemã, Ângela Merkel, o presidente Vladimir Putin disse que aceita a criação de uma comissão internacional para discutir a situação.

Mas o medo do agravamento do conflito em uma região tão sensível fez com que as bolsas na Europa abrissem em queda e a moeda russa, o rublo, tivesse uma grande desvalorização.


Fonte: http://g1.globo.com/

Tags: diversos

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