segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mercado vê inflação menor este ano de 2014

Boletim Focus eleva expectativa para Selic em 2015


O mercado financeiro reduziu as apostas para a inflação este ano, conforme aponta edição do Boletim Focus divulgada hoje. Em 2014, o IPCA deve alcançar 6%, menor que os 6,02% estimados anteriormente, mas ainda próximo ao teto da meta, de 6,5%.

Para 2015, por outro lado, o índice permaneceu em 5,70%, acima do centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%. 

O movimento foi repetido para a estimativa sobre o comportamento da inflação ao consumidor, medida pela Fipe. Neste ano, o esperado é que o IPC fique em 5,45%, menor que os 5,50% divulgados na semana passada. Em 2015, o índice deve permanecer em 5%.

Para o IGP-DI, o mercado manteve as duas projeções, de 5,90% em 2014 e de 5,50% em 2015. Enquanto isso, para a inflação aos aluguéis, medida pelo IGP-M, os investidores esperam índice menor este ano, de 5,90%, permanecendo em 5,50% em 2015.

No caso do PIB, o Boletim Focus mostrou estabilidade em 1,91% este ano e em 2,50% para 2015. Por outro lado, para a produção indutrial, os analistas tiveram opiniões mistas. Em 2014, o esperado é que o índice caia de 2,20% para 2%, subindo de 2,95% para 3% em 2015.

Sobre a taxa básica de juros, os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram as apostas de que a Selic feche o ano em 11,00%, ante 10,00% registrada em 2012. Na reunião de 15 de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade elevar os juros básicos em 0,50 p.p, para 10,50% ao ano.

Já para 2015, o mercado financeiro se mostrou mais pessimista ao apostar em juros mais altos. Para o próximo ano, os analistas esperam que a Selic fique em 11,88%, ante 11,50% na semana anterior. 

Quanto ao câmbio, os analistas elevaram as apostas para a cotação do dólar este ano, para R$ 2,47, com média de R$ 2,44. Para 2015 a projeção também subiu, de R$ 2,50 para R$ 2,51. 

Ainda nesta segunda-feira, a inflação semanal ao consumidor, medida pelo IPC-S, avançou 0,06 p.p na última leitura de janeiro, para 0,99%. No período, quatro das oito classes de despesa tiveram aceleração, com destaque novamente para o grupo educação, leitura e recreação, pressionado pelo comportamento do item cursos formais, que passou de 6,62% para 9,07%.

Ásia

Na China, o índice oficial que mede a atividade do setor não-manufatureiro do país caiu de 54,6 para 53,4 pontos em janeiro, o nível mais baixo desde dezembro de 2008.

As expectativas para os novos negócios caíram para 58,1 pontos. Já o ínidce de novos pedidos recuou para 50,9 pontos. 

Na Índia, o PMI de manufatura mostrou melhora nas condições de negócios, ao subir de 50,7 para 51,4 pontos em janeiro, a leitura mais alta desde março. 

Do lado acionário, as principais bolsas locais encerraram a sesssão desta segunda-feira no vermelho, com destaque para o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, que ampliou a desvalorização acumulada em 2013. Os investidores seguem cautelosos com a recuperação econômica da China após a desaceleração do PMI não-manufatura.

Europa

Na Espanha, o PMI de manufatura sinalizou melhora nas condições de negócios ao subir de 50 para 52,2 pontos, acima da linha dos 50 pontos. O índice alcançou o nível mais alto em 41 meses. 

Na França, o PMI de manufatura avançou de 47 para 49,3 pontos, o nível mais alto em quatro meses. 

Na Alemanha, as condições de negócios do setor manufatureiro melhoraram de 54,3 pontos em dezembro para 56,5 pontos no mês passado, o nível mais alto em 32 meses. 

Na Grécia, o PMI de manufatura mostrou melhora para 51,2 pontos, a primeira leitura acima dos 50 pontos desde agosto de 2009.

Na zona do euro, o PMI de manufatura subiu para 54 pontos em janeiro, confirmando a expansão mais forte do bloco econômico desde maio de 2011.

Já no Reino Unido, o PMI de manufatura caiu para 56,78 pontos, o nível mais baixo em três meses, mas ainda acima da linha dos 50 pontos, que separa expansão de contração.

No mercado acionário o tom também é de pessimismo, com os principais índices caminhando para o pior início de ano desde 2010. Por lá pesam a queda das açõpes do setor bancário e as dúvidas do mercado com o crescimento da economia chinesa. 

Estados Unidos

Em Wall Street, os índices futuros apontam para abertura em alta. O mercado aguarda a divulgação do PMI da indústria de transformação, do ISM não-manufatura e dos gastos com construção. Os números começam a ser divulgados após as 12 horas, horário de Brasília.


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